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O Chefe vs. 30 Demitidos: Da Demissão à Estratégia em Pessoas

  • Foto do escritor: Sofiatti Gestão Ambiental
    Sofiatti Gestão Ambiental
  • 4 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Como a Governança Transforma a Gestão de Pessoas em Estratégia


A imagem de um gestor enfrentando dezenas de colaboradores demitidos é, sem dúvida, um cenário dramático e doloroso. Um vídeo recente, em que o empreendedor serial Tallis Gomes retratava a dura realidade demissional de um patrão frente a 30 demitidos, viralizou exatamente por tocar nessa ferida: a necessidade de tomada de decisões difíceis na gestão de pessoas. 

No entanto, a forma como essas decisões são tomadas, e se elas são coerentes com os objetivos da empresa, diferencia um ato de gestão caótico de um processo estratégico e sustentável.


É neste ponto que a Sofiatti vem trazer a governança aplicada a este desafio de gestão de pessoas e Recursos Humanos. Longe de meras burocracias, a governança fornece um arcabouço de soluções e ferramentas interessantes, para que a condução de equipes, o desenvolvimento de talentos e até mesmo os desligamentos sejam feitos de forma transparente, justa e alinhada aos resultados da companhia.


O Desafio da Diversidade Geracional e a Ineficácia da Gestão Tradicional


O mercado de trabalho atual é um caldeirão de gerações, dos Baby Boomers à Geração Z, cada uma com seus próprios valores, expectativas e formas de trabalhar. Embora 95% dos gestores e colaboradores reconheçam os benefícios dessa convivência, dados da Pesquisa de Diversidade Geracional 2024, da PwC e FGV, revelam uma lacuna preocupante: 65% das empresas ainda não possuem programas de diversidade geracional, e 86% não oferecem planos de carreira para profissionais com mais de 40 anos.

Esse cenário de desatenção com as diferentes necessidades de cada grupo profissional gera essa gestão reativa comumente difundida na nossa sociedade, focada em apagar os incêndios diários e com visão limitada de algum futuro. Este terreno torna-se fértil para o desengajamento e, eventualmente, para cenários como os expostos no vídeo viral, onde a falta de alinhamento das expectativas contratante e contratado, escalam para grandes e diversos outros problemas e implicações, inclusive jurídicas e trabalhistas.



A Governança como Pilar de uma Gestão de Pessoas Estratégica


A governança em RH é o conjunto de práticas e princípios que direcionam e monitoram a gestão de pessoas. Ela estabelece regras claras e processos que antes eram subjetivos ou inexistentes, trazendo benefícios tangíveis:


  1. Liderança Orientada a Resultados: A governança equipa as lideranças com métricas e um framework para uma condução de equipes focada em resultados. Ao invés de uma gestão baseada em intuição, as decisões são amparadas por dados e alinhadas à estratégia organizacional, um dos principais benefícios citados por especialistas da área (advogados trabalhistas).


  2. Engajamento e Desenvolvimento de Talentos: Com a governança, a gestão de pessoas se torna um processo contínuo e estruturado. O blog da Gupy em sua análise sobre o tema, aponta que a criação de planos de carreira, programas de capacitação e um sistema de feedback transparente, são elementos cruciais para o engajamento e a retenção de talentos, principalmente em um contexto de diversidade de gerações.


  3. O Desligamento Justificado por Desalinhamento: O ponto mais sensível do RH se beneficia enormemente da governança. Decisões de demissão, como a do vídeo viral, são menos traumáticas e mais defensáveis quando baseadas em critérios objetivos e transparentes. A governança permite que os desligamentos ocorram por uma “desafinidade com os objetivos da empresa”, ou seja, por um claro desalinhamento cultural ou de performance baseado em dados, e não em “feeling”, importante, porém injustificado do ponto de vista lógico - o famoso “meu chefe não gosta de mim”. Segundo especialistas em direito trabalhista, o desligamento por falta de fit cultural não é "justa causa", mas é um motivo legítimo, desde que a empresa tenha critérios objetivos e comunique de forma transparente os seus valores e expectativas desde a contratação. 

Deixa eu te dizer uma coisa, só mais uma vez: É a governança que cria essas estruturas, evitando subjetividade e riscos legais. De nada!


Da Dor à Oportunidade


Infelizmente o cenário retratado no vídeo de Tallis Gomes é o reflexo de um problema sistêmico: a falta de governança em um mercado de trabalho complexo e em constante evolução.

A boa governança na gestão de pessoas transforma a demissão de um evento caótico e emocionalmente desgastante em uma etapa dolorosa, mas coerente com os objetivos da empresa e transparente com o profissional. Ela garante que, da contratação ao desligamento, a empresa aja com equidade e transparência, construindo uma cultura forte, líderes eficientes e equipes engajadas, mesmo em meio à diversidade geracional. E permite um feedback de melhoria ao profissional, claro, desde que este esteja interessado em aproveitar a devolutiva.


E a pergunta que fica é: a tua empresa está preparada para essa nova realidade de mercado, ou ainda corre o risco de ter que enfrentar "30 demitidos" sem uma bússola de governança para guiar suas decisões?





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